Observamos a uk science policy enfrentar um paradoxo alarmante: o país ocupa a quarta posição mundial em publicações científicas e em número de unicórnios de tecnologia, mas está perdendo competitividade industrial rapidamente. De fato, o uk government science policy estabeleceu metas ambiciosas, incluindo a criação da primeira empresa de tecnologia de US$ 1 trilhão até 2035 e alcançar o status de “superpotência” científica até 2030. No entanto, empresas inovadoras como DeepMind e ARM abandonaram o país, enquanto a AstraZeneca redirecionou investimentos para os Estados Unidos. Neste contexto, exploramos os desafios estruturais que ameaçam as ambições britânicas e por que especialistas defendem uma reform uk science policy urgente para reverter este cenário preocupante.
Reino Unido Busca Criar Empresa de Tecnologia de US$ 1 Trilhão até 2035
A Estratégia Industrial do governo britânico estabelece uma meta audaciosa: criar a primeira empresa de tecnologia de US$ 1 trilhão até 2035 e posicionar o país como um dos três principais destinos globais para construção e escalabilidade de negócios tecnológicos. Esta ambição surge em meio a um setor que já apresenta capitalização de mercado de £1 trilhão, 185 empresas unicórnio, £207 bilhões em valor agregado bruto e 2,6 milhões de empregos. O compromisso inclui aumentar o investimento público em pesquisa e desenvolvimento para £22,6 bilhões anuais até 2029/30.
Atual Classificação do Reino Unido em Unicórnios de Tecnologia
O Reino Unido mantém a quarta posição mundial em startups unicórnio, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. O país possui 54 unicórnios avaliados em US$ 188 bilhões, seguido pela Alemanha com 32 unicórnios e US$ 87 bilhões. Londres lidera como capital europeia de unicórnios com 43 startups bilionárias. As 137 empresas unicórnio e futuras unicórnio do Reino Unido representam 59% do total de 232 na União Europeia.
No entanto, a criação de novos unicórnios desacelerou drasticamente. Em 2024, apenas três empresas alcançaram esse status, uma queda em relação às cinco de 2023 e muito abaixo das 11 registradas em cada ano de 2021 e 2022. O setor de fintech domina com 52 startups entre unicórnios, gazelas e cheetahs, representando 38% do ecossistema. A Revolut se destaca como o unicórnio mais valioso, avaliado em US$ 33 bilhões.
Ausência de Gigantes Tecnológicos como NVIDIA ou Google
Apesar da presença robusta de unicórnios, o Reino Unido carece de gigantes tecnológicos trilionários comparáveis às cinco grandes empresas dos Estados Unidos, que representam quase 80% da receita do setor tecnológico americano. A economia americana é oito vezes maior que a britânica, mas possui apenas o dobro de empresas de tecnologia. Mais da metade das scale-ups britânicas são adquiridas por empresas estrangeiras, caracterizando liquidação disfarçada de inovação.
Críticas de Economistas ao Objetivo de Empresas Trilionárias
Especialistas questionam a viabilidade da meta trilionária. Um grupo de 58 economistas, incluindo um ganhador do Prêmio Nobel, alertou que os planos pós-Brexit para aumentar a competitividade podem criar problemas semelhantes aos da crise financeira global. A Câmara dos Lordes advertiu que a falha do Reino Unido em reter e escalar empresas de ciência e tecnologia atingiu um “ponto de crise” e está fazendo a economia britânica “sangrar”. Analistas argumentam que o foco em empresas trilionárias ignora o trabalho difícil de estatizar competências: treinar milhares de engenheiros, construir fábricas de semicondutores e criar pipelines de aquisição que gerem vantagem nacional.
Empresas Britânicas Inovadoras Abandonam o País
Empresas britânicas de tecnologia estão abandonando o país em ritmo acelerado. Em 2024, 88 empresas deixaram o Reino Unido, e 70 adicionais partiram até o momento. ARM Holdings, anteriormente considerada a joia da coroa tecnológica britânica, agora possui listagem primária em Nova York.
Google Adquire DeepMind de Londres em 2014
O Google adquiriu a DeepMind Technologies de Londres por £400 milhões em janeiro de 2014. A startup de inteligência artificial, fundada por Demis Hassabis, ex-prodígio do xadrez e neurocientista, ao lado de Shane Legg e Mustafa Suleyman, especializa-se em aprendizado de máquina e algoritmos avançados. Como parte do acordo de aquisição, o Google estabeleceu um conselho de ética em inteligência artificial para garantir que a tecnologia não fosse abusada.
Softbank Compra ARM de Cambridge
A empresa japonesa SoftBank comprou a fabricante britânica de microprocessadores ARM por £24,3 bilhões em julho de 2016. A aquisição ocorreu três semanas após o Brexit e representou 43% de valorização sobre o preço de fechamento das ações. Analistas identificaram o efeito da desvalorização da libra esterlina, que transformou empresas britânicas em “objetivos fáceis” para aquisições estrangeiras. Neil Wilson, da corretora ETX Capital, alertou que “muitas outras empresas britânicas podem passar para mãos estrangeiras rapidamente”.
AstraZeneca Lista Ações em Nova York e Reduz Investimentos no Reino Unido
A AstraZeneca planeja listar ações diretamente na Bolsa de Valores de Nova York, substituindo sua atual estrutura de recibos depositários americanos na Nasdaq. Enquanto isso, a farmacêutica interrompeu investimentos planejados de £450 milhões em sua fábrica de vacinas no norte da Inglaterra e pausou £200 milhões destinados ao centro de pesquisa em Cambridge. Os Estados Unidos representam 42% da receita da AstraZeneca no primeiro trimestre.
UK Government Science Policy Enfrenta Pressão por Reformas
A Câmara dos Lordes identificou uma “emergência de crescimento” no setor de ciência e tecnologia britânico, exigindo ação decisiva e rápida em todo o governo.
Relatório da Câmara dos Lordes Alerta sobre Risco de Crescimento
O relatório “Bleeding to Death: The Science and Technology Growth Emergency” adverte que a incapacidade do Reino Unido de reter benefícios econômicos de seus esforços em pesquisa e desenvolvimento representa uma falha fatal em qualquer estratégia de crescimento. Lord Mair, presidente do comitê, declarou que o país experimentou crescimento de produtividade lento e salários reais praticamente estagnados desde a crise financeira global. Durante a investigação parlamentar, várias empresas significativas, incluindo Oxford Ionics, Deliveroo e Wise, realocaram ou expandiram no exterior.
Fundos de Pensão Devem Investir em Empresas de Alto Crescimento
Os investidores institucionais do Reino Unido, especialmente fundos de pensão, são fragmentados e avessos ao risco. Enquanto 72% do financiamento de capital de risco dos Estados Unidos vem de fundos de pensão, apenas 10% provém de fundos britânicos. Em 1997, os fundos de pensão alocavam 50% de seus ativos em ações do Reino Unido, mas agora esse número caiu para menos de 5%. O ministro das Finanças Jeremy Hunt anunciou que nove grandes provedores de pensões concordaram em aumentar investimentos em empresas britânicas de alto crescimento, podendo liberar até £50 bilhões. Como parte do acordo, empresas como Aviva, Legal & General e Mercer se comprometeram a alocar pelo menos 5% dos ativos em fundos padrão para empresas não listadas até 2030.
Comitê Governamental Proposto para Escalar Empresas
O relatório recomenda estabelecer urgentemente um Conselho Nacional para Ciência, Tecnologia e Crescimento, modelado no Conselho de Segurança Nacional, para coordenar esforços governamentais.
Questões sobre Eficácia das Recomendações
A experiência britânica com fusões de agências revela resultados menos otimistas. Sete anos após sua criação, a UK Research and Innovation não alcançou plenamente seus objetivos.
Desafios Estruturais Ameaçam Ambições Científicas Britânicas
Pressões financeiras ameaçam a sustentabilidade da pesquisa universitária britânica. Restrições financeiras sustentadas corroem esta força estrutural do país.
Financiamento Inconsistente para Universidades
Universidades enfrentam decisões difíceis para reduzir atividades de pesquisa, capacidade de pessoal e investimento em infraestrutura. A pesquisa da Universities UK revelou que 19% das universidades reduziram investimentos em pesquisa, enquanto 79% consideram reduções adicionais. As instituições estão se retirando de oportunidades de financiamento, incluindo pesquisas financiadas por instituições de caridade vitais para ciências da vida, humanidades e medicina. A UKRI enfrenta decisões difíceis sobre financiamento de projetos futuros, com a STFC precisando alcançar economias cumulativas de £162 milhões até o final de 2029-30.
Políticas de Imigração Afastam Pesquisadores Talentosos
Mudanças planejadas no sistema de imigração possuem implicações significativas para a capacidade do Reino Unido de atrair talento internacional em pesquisa. Os custos iniciais totais de vistos, incluindo a taxa de saúde para imigrantes, são substancialmente mais altos no Reino Unido comparados aos Estados Unidos, Canadá, França e Alemanha. Pesquisadores talentosos rejeitaram posições porque simplesmente não podem arcar com os custos.
Falta de Acesso a Capital para Scale-Up
O acesso ao financiamento tem sido consistentemente um dos cinco principais desafios para escalar desde 2014. Em 2021, 5 em cada 10 empresas scale-up afirmaram ser um problema. O financiamento de capital de crescimento atingiu uma baixa de sete anos tanto em volume quanto em valor. O financiamento da Série A caiu para £2,4 bilhões nos 12 meses até março de 2025. Em 2021, uma em cada quatro startups que levantaram financiamento semente progrediu com sucesso para o estágio de crescimento da Série A, mas a taxa de sucesso caiu drasticamente, com apenas uma em 14 agora conseguindo levantar capital de crescimento para escalar. A City of London Corporation publicou análise mostrando déficit de £150 bilhões em capital necessário para impulsionar a economia de scale-up do Reino Unido e infraestrutura crítica até 2030.
Ciclo Vicioso de Foco em Resultados de Curto Prazo
O ex-Chanceler Kwasi Kwarteng alertou que o Reino Unido está preso em um ciclo vicioso fiscal. Ele criticou o curto-prazismo que domina tanto a política quanto os mercados, observando que tudo é orientado por resultados trimestrais, com pessoas eufóricas ou em pânico. O curto-prazismo reduz a ambição, inibe o pensamento de longo prazo e fornece desincentivo para investir em pesquisa, novas capacidades, produtos, treinamento, recrutamento e habilidades. Este desempenho fraco de produtividade precisa ser compreendido claramente e também requer medidas políticas ousadas para sair do ciclo vicioso de baixo crescimento do PIB, produtividade estagnada e falta de investimento público e empresarial.
Conclusão
Observamos o Reino Unido basicamente sangrar sua vantagem científica através de políticas fragmentadas e visão de curto prazo. De fato, a excelência acadêmica do país não se traduz em prosperidade econômica quando empresas inovadoras migram para mercados mais favoráveis. Consequentemente, as metas ambiciosas para 2035 permanecem distantes sem reformas estruturais urgentes em financiamento, imigração e acesso a capital. Acima de tudo, o país precisa transformar descobertas científicas em crescimento sustentável antes que sua liderança em inovação desapareça completamente.

