A gigante sul-coreana Samsung está enfrentando uma nova e pesada batalha judicial nos Estados Unidos. Uma ação coletiva recente acusa a empresa de liberar uma atualização de software que praticamente “transformou em peso de papel” os smartphones da badalada linha Galaxy S22. O processo foi movido por Nadia Ramnath e Michael Guzman no dia 27 de janeiro em um tribunal federal de Nova York. A dupla alega violações de leis de defesa do consumidor em âmbito estadual e federal, apontando que as variantes S22, S22+ e S22 Ultra ficaram completamente inoperantes após o download do pacote de sistema. O resultado foi um enorme prejuízo financeiro e prático para quem confiava nos aparelhos de ponta da marca.
Prejuízo para os usuários e o silêncio da fabricante Milhares de proprietários começaram a relatar problemas logo após a instalação da atualização, mas a empresa não agiu com a rapidez esperada. Os autores da ação afirmam que a Samsung não emitiu qualquer alerta prévio sobre os riscos envolvidos, tampouco ofereceu um recall ou consertos gratuitos. Diante desse cenário, muita gente se viu obrigada a tirar dinheiro do próprio bolso para bancar reparos altíssimos ou até mesmo comprar um celular novo. A postura da fabricante de ignorar as reclamações generalizadas e se recusar a substituir os telefones danificados agravou ainda mais a crise. O documento judicial aponta que a companhia já sabia, ou deveria saber, sobre esse defeito antes de liberar o update, visto que falhas similares já tinham acontecido com modelos anteriores. Mesmo ciente dos riscos, a marca continuou comercializando o Galaxy S22 como um dispositivo de alta confiabilidade e performance.
O contraste com a estabilidade de aparelhos mais simples Essa dor de cabeça gerada pelo software em dispositivos premium cria um contraste direto com a época em que a Samsung consolidou sua base de clientes lançando aparelhos básicos e funcionais. Enquanto os donos de topos de linha atuais sofrem com atualizações catastróficas, é impossível não lembrar de modelos mais modestos que entregavam exatamente o que prometiam sem grandes sustos. O Galaxy A21, disponibilizado no mercado no segundo semestre de 2020, é um retrato claro dessa estratégia. Focado em quem precisava de uma rede LTE estável e recursos essenciais, o smartphone entregava uma experiência fluida rodando o Android 10 sob a clássica interface Samsung One UI 2.0.
Hardware sem excessos Longe de ter a pretensão de ser um supercomputador de bolso, o Galaxy A21 trazia um conjunto de hardware bastante honesto. O aparelho pesava 193 gramas, com dimensões de 167.8 x 76.7 x 8.1 mm, e ostentava uma tela TFT LCD de 6.5 polegadas. A resolução ficava em 720 x 1600 pixels com uma densidade de 270 ppi e taxa de atualização padrão de 60 Hz. Por baixo do capô, a Samsung escolheu o chipset MediaTek Helio P35 (MT6765) de 64 bits. O processamento era garantido por oito núcleos Cortex-A53, sendo quatro rodando a 2.3 GHz e os outros quatro a 1.8 GHz, sempre em conjunto com a GPU PowerVR GE8320. A memória RAM de 3 GB e o armazenamento interno de 32 GB mostravam que o foco era o uso básico, embora fosse possível expandir o espaço até 512 GB com um cartão MicroSDXC.
Câmeras e conectividade para o dia a dia Mesmo sendo muito mais simples que a problemática linha S22, o A21 oferecia um pacote de conectividade e mídia que não deixava o usuário na mão. Na traseira, ele abrigava quatro câmeras: uma lente principal de 16 Mp (abertura F 1.8), acompanhada de sensores de 8 Mp, 2 Mp e 2 Mp. O conjunto contava com foco automático, HDR, flash LED, estabilização digital e capacidade de gravar vídeos em Full HD a 30 fps. As selfies ficavam por conta de uma câmera frontal de 13 Mp (F 2.0), que também gravava em Full HD. O telefone entregava suporte para Nano SIM, atingia velocidades de download de até 300 Mbps, possuía Wi-Fi dual band, Bluetooth 5.0, NFC e entrada USB Type-C 2.0. A autonomia ficava a cargo de uma bateria de polímero de lítio (LiPo) de 4000 mAh. Com rádio FM, leitor de impressão digital e sensores variados como acelerômetro, bússola e giroscópio, o modelo provava que dispositivos de entrada muitas vezes conseguem garantir uma vida útil bem mais previsível e tranquila para os consumidores.

