Fluminense avança e reforça protagonismo brasileiro no Mundial de Clubes
O futebol brasileiro segue em destaque no cenário internacional. Nesta segunda-feira, o Fluminense venceu a Inter de Milão por 2 a 0 pelas oitavas de final do Mundial de Clubes, garantindo vaga nas quartas e mantendo viva a esperança do país em conquistar mais um título global. Com gols de Germán Cano e Hércules, a equipe comandada por Renato Gaúcho terá pela frente um duelo decisivo contra Manchester City ou Al Hilal, marcado para o dia 4 de julho.
O Tricolor carioca não demorou para mostrar sua força. Logo aos cinco minutos, Cano aproveitou falha da defesa italiana após desvio em cruzamento de Bastoni e abriu o placar de cabeça, surpreendendo o goleiro Yann Sommer. A Inter quase empatou em seguida com Dimarco, mas o goleiro Fábio garantiu a vantagem brasileira com bela defesa.
Ainda na primeira etapa, o Fluminense pressionou em busca do segundo gol. Arias arriscou de fora da área e forçou mais uma intervenção de Sommer. No rebote, Samuel Xavier quase ampliou, mas a bola saiu pela linha de fundo. Um gol de Ignácio chegou a ser marcado aos 39 minutos, mas foi anulado por impedimento após revisão do VAR.
Na volta do intervalo, a Inter realizou três mudanças, incluindo a entrada de Marcus Thuram, mas a estratégia do técnico Cristian Chivu não surtiu efeito. O Fluminense se manteve firme, viu Sommer salvar os italianos em chute de Arias e, já na reta final, Hércules decretou a vitória. A classificação reforça o protagonismo brasileiro no torneio, com dois clubes nacionais entre os oito melhores.
Seleção mira 2026: reconstrução, talentos e a busca pelo hexa
Enquanto os clubes brilham, a Seleção Brasileira se prepara para retomar o protagonismo em Copas do Mundo. Após campanhas frustrantes nas últimas edições — com eliminações marcantes em 2014 (7 a 1 para a Alemanha), 2018 (queda para a Bélgica) e 2022 (nos pênaltis contra a Croácia) — a expectativa para 2026 é de renovação e resgate da identidade vencedora do futebol brasileiro.
O Brasil, cinco vezes campeão mundial, agora aposta na experiência do técnico Carlo Ancelotti, multicampeão na Europa, para guiar a equipe em uma nova era. A Copa de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, representa uma oportunidade de encerrar o jejum de títulos que já dura 24 anos.
Defesa renovada com talentos da Europa e do Brasil
A reformulação da equipe passa principalmente pela defesa. Marquinhos, do PSG, é peça-chave no setor, ao lado de jovens promissores como Lucas Beraldo e Vanderson. Alexsandro (Lille) e Carlos Augusto (Inter de Milão) surgem como opções sólidas nas laterais, enquanto veteranos como Alex Sandro e Alex Telles oferecem experiência e consistência.
Outros nomes que devem compor o sistema defensivo incluem Leo Ortiz, Danilo, Wesley (todos do Flamengo), Gleison Bremer (Juventus) e Yan Couto (Borussia Dortmund). Ancelotti terá à disposição uma base equilibrada entre juventude e maturidade, algo essencial para encarar o torneio mais competitivo do planeta.
Rumo ao hexa: será que chegou a hora?
Mesmo com dificuldades nas Eliminatórias da América do Sul, a torcida brasileira mantém a fé no talento e na tradição da Seleção. A combinação entre a disciplina tática de Ancelotti e a habilidade individual dos atletas pode ser o diferencial necessário para recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.
Assim como o Fluminense mostrou em campo diante da Inter de Milão, o futebol brasileiro ainda tem força e qualidade para competir entre os melhores. A expectativa é que essa mesma energia se estenda à Seleção em 2026, com a missão de finalmente conquistar o tão sonhado hexacampeonato.


